Sobre este lugar
As Ruínas do Lazareto, a 15 minutos do Abraão, abrigaram um hospital de quarentena do século XIX para imigrantes enfermos e, depois, uma prisão política. Implodido em 1962, o local hoje mistura história e natureza, com paredes de pedra integradas à Mata Atlântica e o Museu do Cárcere.
As Ruínas do Lazareto: Onde as Paredes de Pedra Contam a História do Brasil 🏛️🌿Escondidas sob as copas das árvores da Mata Atlântica, a apenas 15 minutos de caminhada da Vila do Abraão, as Ruínas do Lazareto são uma parada obrigatória para quem visita a Ilha Grande. Esse cenário, que hoje parece saído de um filme de aventura com raízes abraçando paredes antigas, já foi um dos lugares mais temidos e controlados do país.🏥 O Hospital de Quarentena do ImpérioA história do lugar começa em 1884, quando o Imperador Dom Pedro II mandou construir um imponente complexo hospitalar. O objetivo? Funcionar como uma barreira sanitária para a capital do país.Todos os navios que vinham da Europa ou da Ásia com passageiros suspeitos de carregar doenças contagiosas — como o cólera e a febre amarela — eram obrigados a parar ali. Os viajantes ficavam confinados em quarentena até que estivessem curados ou seguros para desembarcar no Rio de Janeiro.🔒 Das Epidemias às Grades do CárcereCom o avanço da medicina e o fim das grandes epidemias no início do século XX, o Lazareto mudou completamente de função. Em 1940, o antigo hospital foi transformado na Colônia Correcional de Dois Rios e, mais tarde, em uma prisão política e militar.Figuras históricas da literatura e da política brasileira, como o escritor Graciliano Ramos (que retratou sua experiência no livro Memórias do Cárcere), cruzaram esses portões como prisioneiros.💥 A Explosão e o Renascimento EcológicoEm 1962, o governo do estado decidiu desativar e implodir grande parte da estrutura do Lazareto. O que restou de pé foi pacientemente abraçado pela floresta. Hoje, as colunas e fundações de pedra integradas à natureza servem como um memorial vivo.Ao visitar o local, você também encontrará o Museu do Cárcere, que guarda fotos, documentos e objetos que ajudam a entender como era a vida na ilha durante o período em que ela funcionava como isolamento penal e sanitário.🎒 Dica do Guia:O acesso é gratuito e a caminhada pela trilha T01 é super leve, plana e sombreada. Aproveite para combinar a visita com um mergulho na Praia da Preta ou uma foto no Aqueduto que fica logo adiante! 🥾📸





